Em meio ao frio acendeste uma fogueira
Aliviando a tristeza e a dor
Em minha consciência agirei desta maneira
Quando não houver calor
É que a vida impõem embaraços
Resfriando o nosso vigor
Para que a luz volte a guiar nossos passos
Será necessário muito amor
Os calafrios vão nos esmorecendo
Mas me ensinaste a acender uma fogueira
Então tudo vai aquecendo...
Ao recanto da madeira!
... Até ficar efervescente
Quente, até demais!
Devo agir comedidamente
A fim de que os extremos não ardam ainda mais
Aflitos, acendemos a chama dos pensamentos
Buscando solucionar os medos e desafios cotidianos
Nada de errado nesses momentos
O quão nos aproximamos da fogueira dos sacrifícios mundanos
É o que pode enredar precipitados temperamentos
Temperança e equilíbrio nessa hora!
Se eu muito me aproximo, queimo-me
Se eu muito me distancio, resfrio-me
Não quero me queimar por apreensão
Também não quero sentir o frio da indolência
Nem tão perto da fogueira da preocupação
Nem tão longe da fogueira da negligência
Não temerei o fogo carbonizante
Nem o frio congelante
Ao nos enfastiarmos até dispor de uma brasa acesa sob suor escaldante
Deus suavemente destina uma brisa dulcificante
De sua luz poderosa e cintilante
Queridos, dedico a todos o meu ardor
Neste acalento despretensioso e fraterno
Pois o pungente fogo da vida é também claridade e esplendor
Amigo meu, façamos dessa experiência um consolo eterno!
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
Os Gorilas e o Chimpanzé.
Um chimpanzé havia espancado um filhote de gorila, e seu pai o reconfortava em suas feridas, enquanto o tio, irado, surrou o chimpanzé agressivo. Ironicamente, pouco tempo depois, o mesmo tio que defendera o sobrinho foi visto dando-lhe uma humilhante sequência de tapas, sem racional motivação. Quando o pai o flagrou, não acreditou, porém, sensato, no lugar de revidar, relatou o ocorrido a toda família, a qual imediatamente o expulsou para longe da selva.
Moral da História: Existe a verdadeira e a falsa compaixão: a verdadeira conforta a vítima, enquanto a falsa vinga-se do algoz.
"Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra!" - João 8:7
"Não é forte quem derruba os outros; forte é quem domina a sua ira" - Maomé.
Moral da História: Existe a verdadeira e a falsa compaixão: a verdadeira conforta a vítima, enquanto a falsa vinga-se do algoz.
"Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra!" - João 8:7
"Não é forte quem derruba os outros; forte é quem domina a sua ira" - Maomé.
quarta-feira, 23 de dezembro de 2015
Ar x Trovão.
A humanidade anda desacreditada
Dizem que o mal manda no bem
Trovão imponente, alma abalada
Porém não vês o ar que te mantém
Sinta a natureza, meu irmão desapontado
O trovão é o mal explícito, contudo ocasional
O ar é o bem presente, suavemente notado
Quem vence: Ar do bem ou Trovão do mal?
Você já se espantou com um trovão?
Tem em memória o susto e o pavor?
No entanto se lembra do ar em seu pulmão?
Lembra do ar que respirou em pleno vigor?
Do mal só se recorda, pois ocorre diante de nós
O bem apenas se sente, pois está dentro de nós
O mal se apega ao exterior, reage e sobrevive
O bem se atém ao interior, age e em paz vive...
O ar age despretensiosamente bem
Jamais como o ostensivo trovão
O qual não sendo útil a ninguém
Se faz perceber, soberbo pavão
Entre sombras e penumbras o amor aquece
Dizem que o mal manda no bem
Trovão imponente, alma abalada
Porém não vês o ar que te mantém
Sinta a natureza, meu irmão desapontado
O trovão é o mal explícito, contudo ocasional
O ar é o bem presente, suavemente notado
Quem vence: Ar do bem ou Trovão do mal?
Você já se espantou com um trovão?
Tem em memória o susto e o pavor?
No entanto se lembra do ar em seu pulmão?
Lembra do ar que respirou em pleno vigor?
Do mal só se recorda, pois ocorre diante de nós
O bem apenas se sente, pois está dentro de nós
O mal se apega ao exterior, reage e sobrevive
O bem se atém ao interior, age e em paz vive...
O ar age despretensiosamente bem
Jamais como o ostensivo trovão
O qual não sendo útil a ninguém
Se faz perceber, soberbo pavão
Entre sombras e penumbras o amor aquece
Sobre montes insuperáveis o dia amanhece
O bramido das nuvens dá fôlego a novos ares
Inunda as planícies e abastece os vales
O "ar" é tão puro quanto caótico o mau tempo
Abalos esculpem a alma refinando o sentimento
Trovoadas lá fora despertam a lareira de dentro
O medo divulga o mal e o mal divulga o medo
Contém os bons e os governa em segredo
Mas depois autodestrói-se em disputas de poder
Pois só o bem acolhe sem distinção qualquer ser
O combustível da maldade inflama sem calor
Não tem eficácia, só paixão, delírio e ardor
O trovão alarma e logo cai no esquecimento
O ar permanece ativo em forma de vento...
"Uma semente cresce sem som, mas uma árvore cai com um ruído enorme. A destruição tem ruído, mas a criação é silenciosa." (Confúcio).
domingo, 20 de dezembro de 2015
Nossos queridos pertencerão às constelações!
Meu amigo, fique comigo
Não morra agora
Será que eu consigo?
Ainda não é a sua hora!
Deus Pai, nosso Senhor!
Ajudai-me a superar esse sofrimento
Tu disseste-me que essa dor
Se converterá em estrela no firmamento.
Morto, cujo brilho vive, mesmo muito afastado
Seu Sol ainda se faz radiante em meio à solidão
O fulgor de uma estrela distante é mais vislumbrado
Quando estamos ermos e cercados pela escuridão.
Não morra agora
Será que eu consigo?
Ainda não é a sua hora!
Deus Pai, nosso Senhor!
Ajudai-me a superar esse sofrimento
Tu disseste-me que essa dor
Se converterá em estrela no firmamento.
Morto, cujo brilho vive, mesmo muito afastado
Seu Sol ainda se faz radiante em meio à solidão
O fulgor de uma estrela distante é mais vislumbrado
Quando estamos ermos e cercados pela escuridão.
Precisamos das trevas para reconhecermos a luz
O espírito adormece com o sol, desperta no luar
O crepúsculo nos quer gratos e dispostos a amar.
Quando tudo é claridade a manhã aquece a pele
Quando tudo é sombra a noite alvorece o coração
E quando tudo é luto eu sofro em resignação...
Nossos queridos pertencerão às constelações!
Como nós mesmos, um dia
Nos reencontraremos no plano das consolações
Se eu meditasse sempre nisso melhor viveria.
Não me escandalizaria, nem me entorpeceria em vão
Pois o consolo só é destinado
Aos conhecedores da palavra renovação
Felizes os que choram suportando o fardo... Gratidão!
"Eu sou a ressurreição e a vida! Quem crê em mim, ainda que morto, viverá!" (Jesus de Nazaré).
"Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá". (Meimei).
Nos reencontraremos no plano das consolações
Se eu meditasse sempre nisso melhor viveria.
Não me escandalizaria, nem me entorpeceria em vão
Pois o consolo só é destinado
Aos conhecedores da palavra renovação
Felizes os que choram suportando o fardo... Gratidão!
"Eu sou a ressurreição e a vida! Quem crê em mim, ainda que morto, viverá!" (Jesus de Nazaré).
"Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá". (Meimei).
O Rato Ingrato.
Havia um pacto entre um rato e uma colônia de formigas: ele fornecia mantimentos ao formigueiro enquanto os pequenos insetos atacavam suas pulgas. Contudo, aos poucos, o roedor foi se esquivando do acordo e deixando de lado o compromisso, fato que despertou entre as formigas um sentimento de revolta o qual as levou a insultar aquele a quem chamavam de "ingrato".
A soberana rainha da colônia, modelo de justiça e fraternidade, pedia tolerância, mantendo o dever de eliminar cada pulga do rato ingrato. A obediência foi imediata, o que reforçou o descaso e a postura egoísta daquele bicho sem vergonha. O tempo passava, e nada de consideração ou agradecimento, ao contrário, ficava com todo o alimento adquirido confiante no perdão gratuito e na beneficência irrestrita.
As operárias perdiam a paciência questionando a matriarca e sua fraqueza moral, relutante em cuidar dos imundos pelos do rato ingrato, a remover ela mesma pulga por pulga sem sequer censurá-lo. Diante de tanta transigência, o animal inexcrupuloso e desleal, após tanto tempo engendrando o caos entre as persistentes cassadoras de parasitas, foi tocado por um genuíno arrependimento que o conduziu à redenção: pediu perdão e passou a compartilhar honestamente com suas credoras tudo o que conseguia para comer, fosse o que fosse...
Reflexão: Benefícios pagos com a ingratidão atestam a coerência ou o disparate da mão encarregada de ajudar, a qual recebe do mau sofredor sua cota de desafio e provação, podendo tanto abrandar um coração endurecido através do amor incondicional quanto tomar do cálice da inclemência ao partilhar com o ingrato todas as angústias que a revolta e o orgulho podem produzir.
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