Atentos contudo ao futuro homem que educavam, pai e mãe propuseram um inusitado desafio para que ele aprendesse a amar com maturidade e desapego: nos primeiros trinta minutos de contato com o animal, o abraço deveria ser dado de mãos fechadas, sem tocá-lo com a palma da mão. O filho ficou meio confuso, mas como a surpresa era maior que o estranhamento, aceitou o desafio sem hesitar.
Vindo porém ao seu encontro aquele filhote tão fofo e irresistível, não pôde recebê-lo sem a espontaneidade de um abraço genuíno. Descumprindo o combinado, o menino teve de ouvir a mãe questionar:
- Querido, não dissemos para manter as mãos fechadas ao abraçar o cachorrinho, por pelo menos meia hora?
- Perdão mamãe, mas isso seria impossível! - respondeu com o rosto todo lambido.
- Meu bem, o amor é desse jeito! - exclamou o pai com brilho no olhar - assim como é impraticável abraçar de mãos fechadas, não se ama, verdadeiramente, sem desdobrar os cinco dedos pela liberdade de quem deve partir, pois um punho cerrado e incapaz de se abrir a ninguém poderá servir...
A liberdade define o verdadeiro amor, a compreensão do momento particular daquele que se foi, seja pelo vislumbre de um novo caminho, ou pela conclusão de um ciclo.
ResponderExcluir❤️MÃOS SEMPRE ABERTAS, PARA LIBERTAR E ACOLHER❤️.
O amor quando é verdadeiro, principalmente o amor de mãe, o ambiente se transforma por completo.
ResponderExcluirContinue com os bons textos Pedritcho, parabéns!